Faz um tempo já. Cheguei em casa do Lago Azul, onde vou correr de vez em quando.
Mal entrei pela sala já me deitei no tapete, tênis pra um lado e pro outro.
Meu pés tem alergia a calçados que cubram eles mais que um chinelo havaiana.
Enquanto me esticava e me ajeitava ali, minha mãe começou a falar de algo que ela viu numa novela e acho interessante.
Num lembro bem, acho que era alguma coisa de Índias a novela. Devem ter cansado dos italianos e pegaram um povo diferente. Bem, pelo menos as últimas novelas que vi eram de italianos. Enfim. Ela estava falando de que, apesar de chata pacas, a novela costumava falar sobre uns assuntos e idéias interessantes. (Aqui começa o conteúdo do post).
Ela me contou um caso de um paciente dele, o sujeito tinha esquisofrenia e precisava tomar uns remédios para ficar um pouco mais próximo de uma pessoa comum, enfim era um louco. Mas era mesmo! Naquele dia ele não queria tomar o remédio, porque o pato ia roubar o remédio dele antes de conseguir tomar. O assistente que estava dando o remédio pra ele insistiu, insistiu e insistiu. Nada. O pato ia roubar o remédio. Então, vendo tudo isso, o médico foi e enxoto o pato. Bem um "Sai! Xô pato!". E disse para o louco que o pato foi embora. O louco concordou e tomou o remédio.
Aí vem o ponto da história: ele virou para o assistente e disse: "Para se comunicar com um louco é preciso entrar no mundo dele"
Mas não acaba aí. Estava um outro dia na sacada do quarto conversando com o Doutor sobre o suicídio do Coringa do novo filme do Batman e acabei por juntar as coisas.
Para atuar como o Coringa, o ator precisou entrar no mundo do Coringa, ser o Coringa (e por sinal ele fez muito bem! ^^). Mas aí entra outra questão. Sair do mundo. Pois se você entrar no mundo de um louco e não sair... Bem, o que dizer? Ueba!! Mais um louco! (Se bem que tem pessoas que entendem bem os loucos e só se lascam quando vão lidar com pessoas comuns. Mas tudo bem. Não vou citar meu nome para me denegrir diante de todos, tá?!)
Juntando a isso também temos as questões de esteriótipos. É. Isso mesmo. Metaleiros. Empresários. Pinguços. Emos... Essas não seriam formas de mostrar, literalmente, para o mundo que tipo de louco você é? Para que fique mais fácil para que entrem no seu mundo e no dos outros? Para ter uma base, simples, mas uma base para isso?
Aliás, não só aí. Não seria essa a regra básica de bom convívio? Saber se colocar no lugar dos outros? Ou melhor, saber entrar no mundo dos outros e ver pela visão deles? Pois é. E é interessante que se vermos dessa forma as coisas dá pra medir bem o quão próximos estamos das pessoas, queridas ou não.
Li agora de pouco um dos posts da dona Kesy, e lá ela estava falando sobre esses jogos de sinais para dizer coisas do tipo: "Estou afim de você". (Que por sinal é difícil eu entender algum.)
Como cada um tem sua loucura e vivemos procurando alguém compatível. Esses jogos de sinais não poderiam ser como os esteriótipos? Aliás, como o canto de pássaros. Para que só Aquele em específico entenda e responda em seu mundo. (Embora sempre sejamos tratados como se tivéssemos que entender o que vem de qualquer um. Se bem que nesse atraca atraca que andam as coisas....)
É. Tinha uma idéia do que escrever aqui e misturei tudo, como sempre. Mas no fim das contas, com tudo isso dá pra concluir que tudo o que queremos é identificar e trazer pra perto de nós alguém que nos entenda. ^^
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